sexta-feira, 8 de abril de 2011

Recife: 300 pessoas na conferência pública com Alan Woods na UFPE

 
Em uma noite escaldante de 33 graus com uma umidade que poderia ser cortada com uma faca, a mais exitosa atividade com Alan Woods em seu giro pelo Brasil até o momento foi realizada na Universidade Federal de Pernambuco.
 
Às 19:30 da terça-feira, 5 de Abril, 300 pessoas estavam sentadas lotarando o auditório do Centro de Educação da Universidade Federal de Pernambuco, em Recife, para ouvir o discurso do camarada Alan Woods. Já às 19:15 todos os acentos do plenário estavam ocupados e muitos ficaram de pé ou sentados nos corredores.

O público era composto principalmente por jovens, estudantes da Universidade, mas havia muitos trabalhadores e sindicalistas também: trabalhadores petroleiros, trabalhadores da indústria química, trabalhadores da saúde, professores e outros.

A reunião foi aberta por Coromoto Godoy, a cônsul da Venezuela em Pernambuco, que deu as boas vindas a Alan Woods como um amigo da revolução bolivariana e um aliado próximo do presidente Chávez. Também na mesa estava o camarada Faustão, da direção nacional da CUT e membro da Esquerda Marxista, a seção brasileira da CMI.

Alan falou por 40 minutos explicando o processo da Revolução árabe e seu papel no processo geral da revolução mundial: “Este não é um evento isolado, mas uma expressão da crise geral do capitalismo mundial”, explicou. O discurso foi seguido por uma sessão animada de perguntas e debate, durante o qual alguns sectários descontentes tentaram, sem sucesso, provocar o palestrante sobre o tema da Líbia.

Na sua réplica, Alan disse que ele era contrário ao regime de Khadafi e que a insurreição em Benghazi começou como uma verdadeira revolta popular, mas que a questão havia sido dificultada por uma série de fatores, incluindo nacionais e tribais correntes cruzadas. Ele disse que alguns elementos muito duvidosos tinham se unido ao movimento em Benghazi, incluindo ex-ministros de Khadafi e estes pediram ajuda aos imperialistas, o que mudou a situação.

“Oponho-me a Khadafi, assim como também eu era contra Saddam Hussein. Mas quando os imperialistas intervieram de maneira criminosa para escravizar o Iraque, nós defendemos o Iraque, independentemente do regime de Bagdá. Se você não consegue entender isso, eu sinto muito”, disse ele.

A enérgica defesa do marxismo feita por Alan foi recebida com uma resposta entusiástica por parte do público, muitos dos quais mais tarde parabenizaram tanto o palestrante quanto os organizadores. Como é norma nestes eventos, o encontro terminou com Alan autografando exemplares de seus livros, especialmente “Razão e Revolução: Filosofia Marxista e Ciência Moderna” e “Reformismo ou Revolução - Marxismo e Socialismo do Século XXI: uma resposta a Heinz Dieterich”, que foram publicados em português pelos camaradas da Esquerda Marxista.

O encontro deu grande impulso para a moral dos marxistas de Pernambuco, que já construíram uma base forte no movimento operário e agora estão reforçando a sua base na juventude. Muitas pessoas manifestaram interesse em colaborar com a Esquerda Marxista e com a CMI, como resultado desta atividade extraordinária.

Fonte: http://www.marxismo.org.br

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